A Tortuga, empresa brasileira de agronegócio, inclui pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários bem antes da existência da Lei de Cotas. Tudo começou em dezembro de 1982. Nessa época, a empresa, com o objetivo constante de valorizar o ser humano, contratou o seu primeiro profissional com deficiência para atuar na área de produção.
Em pouco tempo, o colaborador mostrou ter competências e conhecimentos necessários, provando que a pessoa com deficiência precisa apenas de oportunidade para mostrar que é capaz e trilhar uma boa carreira profissional.
Essa atitude da Tortuga marcou definitivamente o agronegócio brasileiro e motivou outras empresas do segmento a adotarem essa política. "Essa primeira contratação ocorreu após um intenso planejamento e adequações da empresa. Foram realizadas inúmeras obras para receber adequadamente esses profissionais. Naquele momento, ainda não existia a Lei de Cotas, atestando o pioneirismo da Tortuga e a verdadeira vocação da empresa: apostar nas pessoas", diz o gerente de Recursos Humanos da Tortuga, Adilson Rancoleta.
A Lei de Cotas, aprovada em 24 de julho de 1991, determina a reserva de 2% a 5% das vagas de empresas com mais de 100 funcionários para pessoas com deficiência.
"Essa Lei não afetou a política, missão e valores da Tortuga, uma empresa que sempre incentivou seus colaboradores a vencerem preconceitos e barreiras teoricamente impostas pela sociedade. Ano após ano, a empresa proporciona a todos os profissionais - com e sem deficiência -, um futuro mais justo e digno. É com essa bandeira que prosperamos e trabalhamos realmente em família", complementa Adilson.
O profissional contratado em 1982 ainda faz parte do quadro de funcionários da empresa, assim como muitos outros contratados nos anos seguintes. "Se o funcionário é bom e competente, fazemos de tudo para mantê-lo em nossa equipe, com promoções, cursos e oportunidades. Aqui, nós trocamos preconceito por amor ao próximo", finaliza.